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Mostrando postagens com o rótulo Aconselhamento

DEUS NÃO CONDENOU TOMÉ POR DUVIDAR. ENTÃO POR QUE CONDENOU FARAÓ?

    Uma das ideias mais difundidas no meio religioso é que o ETERNO se irrita com perguntas e rejeita aqueles que têm dúvidas. Muitas pessoas carregam um medo silencioso: o medo de questionar, de não compreender plenamente ou de lutar internamente para conciliar aquilo que leem nas Escrituras com aquilo que experimentam na vida.   Mas quando examinamos a Bíblia com atenção, encontramos um quadro muito diferente.   Homens e mulheres de fé fizeram perguntas difíceis. Alguns expressaram angústias profundas. Outros chegaram a questionar os próprios caminhos de Elohim. E, surpreendentemente, não foram condenados por isso.   Por outro lado, encontramos pessoas que testemunharam sinais extraordinários, ouviram advertências claras e receberam inúmeras oportunidades para mudar de direção, mas terminaram debaixo de juízo.   Isso nos leva a uma pergunta importante:   Se Deus não condenou Tomé por duvidar, por que condenou Faraó?   A...

SILÊNCIO EM MEIO AO EXCESSO DE INFORMAÇÃO

  "Depois do fogo, um som de silêncio suave. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto..." (1 Reis 19:11–13)   Vivemos na era do barulho constante. Não apenas o barulho dos carros, das buzinas ou da construção ao lado. Estamos cercados por um tipo de ruído mais sutil e invasivo: o barulho informacional.   Notificações que não param. Mensagens que se acumulam. Notícias que se atropelam. Opiniões que gritam de todas as direções. Vídeos curtos que prendem nossa atenção por horas. Podcasts, lives, threads, stories. Informação sem pausa. Estímulos sem fim.   E no meio disso tudo, uma pergunta ressurge com urgência renovada:   Como ouvir a voz de Elohim quando tudo ao redor está gritando?   A resposta pode estar numa história de mais de 2.800 anos atrás, com um profeta esgotado, uma caverna silenciosa e uma voz que não veio como ele esperava.   Eliyahu: Um Profeta no Limite   Eliyahu (Elias) era um homem poderoso. Confrontou rei...

ROMA, BABILÔNIA E O ESPÍRITO DO NOSSO TEMPO

  Estamos em dias intensos. O calendário marca Carnaval — ruas cheias, música alta, fantasias, desfiles. Para muitos, é apenas festa. Para outros, tradição. Para alguns, liberdade.   Mas para quem caminha com Yeshua e deseja permanecer fiel às Escrituras, este também é tempo de olhar para dentro e perguntar: onde está meu coração?   O livro de Apocalipse foi escrito em meio à pressão, sedução cultural e opressão ideológica. Seus símbolos não se limitavam apenas ao Império Romano do primeiro século. Eles revelam padrões espirituais que ressurgem ao longo da história. Roma caiu. Babilônia histórica desapareceu. Mas o espírito que as movia ainda continua vivo.   Hoje, em pleno Carnaval, vale perguntar: o que realmente mudou?   Roma não era apenas um Império — Era um Estilo de Vida   Quando o apóstolo Yochanan (João) escreveu Apocalipse, o Império Romano dominava o mundo conhecido. Mas Roma não governava só pela força das legiões; governav...

O TEMPO DA FIGUEIRA

  Vivemos cercados por notícias difíceis: crises, doenças e violência estão em todo lugar. Diante de tanto caos, é natural nos perguntarmos por que essas coisas acontecem e assim tentarmos descobrir quem são os responsáveis por tanto sofrimento.   Esses questionamentos não são novos; eles já ecoavam nos dias de Yeshua. Por isso, a passagem de Lucas 13:1–9 permanece tão viva e urgente, confrontando diretamente a realidade em que vivemos hoje.   Tragédias não são um tribunal moral   O texto em análise começa com pessoas trazendo a Yeshua notícias de tragédias reais. Alguns galileus haviam sido mortos por ordem de Pilatos, e seu sangue foi misturado aos sacrifícios que ofereciam. Em seguida, Yeshua menciona outro evento: a queda da torre de Siloé, que matou dezoito pessoas.   A pergunta implícita era clara: essas pessoas morreram assim porque eram mais pecadoras?   Essa lógica ainda existe hoje. Quando algo ruim acontece, é comum ouvirmos...

A CORAGEM DE ABANDONAR O ÓDIO

  O ódio é uma emoção poderosa, capaz de consumir não apenas a quem o odeia, mas também a sociedade como um todo. Em uma era marcada por conflitos étnicos e religiosos, a mensagem da porção da Torá, a Parashá Ki Tetzê, soa mais relevante do que nunca. Nela, Moshê (Moisés) instrui o povo de Israel com uma ordem surpreendente:   Não abominarás o edomita, pois é teu irmão; nem abominarás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra. Deuteronômio 23:7   Essa ordem pode parecer simples à primeira vista, mas carrega uma profundidade imensa, especialmente considerando o contexto histórico. O povo egípcio, sob o domínio do Faraó, havia escravizado os israelitas, submetendo-os a um regime brutal de trabalho forçado e, em um ato de genocídio, ordenou que todos os meninos hebreus fossem jogados no Nilo.   Como, então, a Torá poderia instruir o povo a não odiar seus opressores?   O rabino Jonathan Sacks, em sua análise perspicaz [1] , oferece a chave p...