Uma das ideias mais difundidas no meio religioso é que o ETERNO se irrita com perguntas e rejeita aqueles que têm dúvidas. Muitas pessoas carregam um medo silencioso: o medo de questionar, de não compreender plenamente ou de lutar internamente para conciliar aquilo que leem nas Escrituras com aquilo que experimentam na vida. Mas quando examinamos a Bíblia com atenção, encontramos um quadro muito diferente. Homens e mulheres de fé fizeram perguntas difíceis. Alguns expressaram angústias profundas. Outros chegaram a questionar os próprios caminhos de Elohim. E, surpreendentemente, não foram condenados por isso. Por outro lado, encontramos pessoas que testemunharam sinais extraordinários, ouviram advertências claras e receberam inúmeras oportunidades para mudar de direção, mas terminaram debaixo de juízo. Isso nos leva a uma pergunta importante: Se Deus não condenou Tomé por duvidar, por que condenou Faraó? A...
Muitas pessoas conhecem a história da saída de Israel do Egito. É um dos relatos mais marcantes das Escrituras. O povo estava escravizado, sofrendo debaixo da opressão de Faraó, até que o Eterno interveio com mão forte, sinais e livramentos. Mas existe um detalhe que muitas vezes passa despercebido. Israel saiu do Egito rapidamente. Porém, o Egito não saiu de Israel na mesma velocidade. É exatamente aqui que a contagem do Omer se torna tão profunda. Entre a libertação de Pessach e a entrega da Torá em Shavuot, existe um período de cinquenta dias. Durante esse tempo, Israel caminhou pelo deserto sendo preparado para encontrar-se com o Eterno de uma forma mais profunda. E talvez esse seja um dos retratos mais honestos da vida espiritual. Porque muita gente imagina que transformação acontece instantaneamente. Mas nas Escrituras, quase sempre Elohim trabalha em processos. O problema da geração imediatista ...