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SILÊNCIO EM MEIO AO EXCESSO DE INFORMAÇÃO

  "Depois do fogo, um som de silêncio suave. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto..." (1 Reis 19:11–13)   Vivemos na era do barulho constante. Não apenas o barulho dos carros, das buzinas ou da construção ao lado. Estamos cercados por um tipo de ruído mais sutil e invasivo: o barulho informacional.   Notificações que não param. Mensagens que se acumulam. Notícias que se atropelam. Opiniões que gritam de todas as direções. Vídeos curtos que prendem nossa atenção por horas. Podcasts, lives, threads, stories. Informação sem pausa. Estímulos sem fim.   E no meio disso tudo, uma pergunta ressurge com urgência renovada:   Como ouvir a voz de Elohim quando tudo ao redor está gritando?   A resposta pode estar numa história de mais de 2.800 anos atrás, com um profeta esgotado, uma caverna silenciosa e uma voz que não veio como ele esperava.   Eliyahu: Um Profeta no Limite   Eliyahu (Elias) era um homem poderoso. Confrontou rei...
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ROMA, BABILÔNIA E O ESPÍRITO DO NOSSO TEMPO

  Estamos em dias intensos. O calendário marca Carnaval — ruas cheias, música alta, fantasias, desfiles. Para muitos, é apenas festa. Para outros, tradição. Para alguns, liberdade.   Mas para quem caminha com Yeshua e deseja permanecer fiel às Escrituras, este também é tempo de olhar para dentro e perguntar: onde está meu coração?   O livro de Apocalipse foi escrito em meio à pressão, sedução cultural e opressão ideológica. Seus símbolos não se limitavam apenas ao Império Romano do primeiro século. Eles revelam padrões espirituais que ressurgem ao longo da história. Roma caiu. Babilônia histórica desapareceu. Mas o espírito que as movia ainda continua vivo.   Hoje, em pleno Carnaval, vale perguntar: o que realmente mudou?   Roma não era apenas um Império — Era um Estilo de Vida   Quando o apóstolo Yochanan (João) escreveu Apocalipse, o Império Romano dominava o mundo conhecido. Mas Roma não governava só pela força das legiões; governav...

O TEMPO DA FIGUEIRA

  Vivemos cercados por notícias difíceis: crises, doenças e violência estão em todo lugar. Diante de tanto caos, é natural nos perguntarmos por que essas coisas acontecem e assim tentarmos descobrir quem são os responsáveis por tanto sofrimento.   Esses questionamentos não são novos; eles já ecoavam nos dias de Yeshua. Por isso, a passagem de Lucas 13:1–9 permanece tão viva e urgente, confrontando diretamente a realidade em que vivemos hoje.   Tragédias não são um tribunal moral   O texto em análise começa com pessoas trazendo a Yeshua notícias de tragédias reais. Alguns galileus haviam sido mortos por ordem de Pilatos, e seu sangue foi misturado aos sacrifícios que ofereciam. Em seguida, Yeshua menciona outro evento: a queda da torre de Siloé, que matou dezoito pessoas.   A pergunta implícita era clara: essas pessoas morreram assim porque eram mais pecadoras?   Essa lógica ainda existe hoje. Quando algo ruim acontece, é comum ouvirmos...

YESHUA ERA RICO? O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA

Ao longo dos anos, algumas pessoas passaram a afirmar que Yeshua teria sido um homem rico. Essa ideia, porém, não nasce da Sagrada Escritura, nem da tradição judaica do século I. Ela surge de leituras superficiais, inferências frágeis e, muitas vezes, de tentativas modernas de associar fé com prosperidade material.   Quando examinamos o texto bíblico com atenção — e também o contexto judaico em que Yeshua viveu — o quadro apresentado é muito diferente.   O testemunho direto da Escritura   A Bíblia mostra que Yeshua nasceu em condições humildes. Ele veio ao mundo em uma manjedoura (Lucas 2:7), e quando seus pais o apresentaram no Templo, ofereceram duas rolas ou dois pombinhos, a oferta permitida às famílias pobres (Levítico 12:8; Lucas 2:24). Se fossem ricos, teriam oferecido um cordeiro.   Durante seu ministério, Yeshua viveu como rabino itinerante, sem propriedades, dependendo da hospitalidade e do sustento de discípulos — algo comum no Judaísmo do ...

O ARGUMENTO ANTI-MISSIONÁRIO DESMONTADO: A PROVA BÍBLICA DA DIVINDADE DE YESHUA

  Muitas vezes, ao estudarmos sobre Yeshua (Jesus), somos confrontados com o argumento de que Ele não é divino. A ideia é que Ele seria apenas um homem justo, um profeta especial, ou, no máximo, "alguém vindo de Deus, mas não Deus" .   Mas será que essa lógica se sustenta quando olhamos para o que as próprias Escrituras afirmam?   Neste estudo, vamos refutar essa ideia de forma clara, bíblica e irrefutável, focando nas Suas próprias palavras e no entendimento de Seus contemporâneos.   1. O Senhor dos Profetas: O Lamento de Yeshua   Vamos começar com a história que Yeshua conta em Mateus 21: A Parábola da Vinha.   Yeshua descreve um dono de vinha (Elohim) que envia seus Servos (os profetas) para Israel. Os lavradores (a liderança de Israel) maltratam, ferem e matam esses Servos. Por fim, o Dono envia Seu Filho, que também é rejeitado e morto.   Essa parábola é a história espiritual de Israel:   Elohim envia profetas ...

O CHAMADO DE AGEU

    O livro do profeta Ageu é um dos menores da Tanach, mas a sua mensagem é de uma profundidade impressionante, especialmente o capítulo 1, onde o profeta convoca o povo de Israel a refletir sobre as consequências de sua negligência espiritual. O cenário é o retorno do exílio babilônico. Os judeus estavam de volta à sua terra, porém, em vez de restaurarem o Templo de YHWH, haviam se dedicado em primeiro lugar às suas próprias casas, negócios e interesses pessoais. Foi nesse contexto que veio a palavra de YHWH por meio de Ageu:   Ora, pois, assim diz YHWH Tzeva’ot: Considerai os vossos caminhos. Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. Assim diz YHWH Tzeva’ot: Considerai os vossos caminhos. Ageu 1:5–7   O profeta revela aqui uma realidade desconfortável: o povo trabalhava, mas sem fruto; buscava satisfação, mas perm...